sábado, 20 de dezembro de 2008


cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é...

você é meu tipo de heroína preferido...

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

DESASSOSSEGO


Seu rosto puro e sem malícia, no todo, no formato redondo e simpático, no sorriso irônico e sem graça que me faz delirar em desejos infantis de morder-te...
Meu coração vibra sem jeito quando de repente, você me olha e fixa o olhar em minha boca (discretamente) e sobe devagar até os olhos... Como se o desejo fosse recíproco e sem sentido, como se eu insistisse em algo sem sentido, mas que você, sem perceber, ascende em mim...
Se falássemos qualquer coisa tudo estaria quebrado, tudo estaria terminado... Há tanta suavidade em nada dizer e tudo se entender... Na linguagem dos sentidos seu corpo conhece o meu por inteiro, e você faz de mim sua escrava!
Não seria amor, talvez nem mesmo paixão... Mas uma facilidade gritante de nos entendermos sem nada dizer um ao outro... Como são belos os seus olhos... Tu me seduzes, mas uma sedução tranqüila, sem medo, sem razão: completamente infantil. (como realmente deveria ser)
O contorno do seu corpo me parece um vento de verão, me aquece, balança meus cabelos e me causa arrepios... Tudo em você me soa como uma risada profunda e mole como de quem deita na grama e fica á observar o desenho que fazem as nuvens...
Talvez seja tudo uma grande mentira, uma grande mentira de criança (um desenho de criança)... Mas será mesmo que a verdade no seu olhar me engana?
Queria embalar-me em seus braços e sair dançando pelo mundo... Você com medo do ridículo, e eu, sonhando acordada com seu cheiro doce e quente na face. O toque despreocupado e sem intenção que ocorre naturalmente, sem notar, estamos nos inclinando para aproximarmo-nos um do outro... E tudo parece um sopro de cenas inventadas por nós (ou por um de nós, individualmente).
Meu coração está se enfeitiçando por você, não quebre o feitiço, por favor!
Não permita que ele fique frio, incapaz de se iludir!
Cheios de ternura e graça, enlacemos as mãos, e selaremos essa fantasia com um unir de lábios, suavemente...
Meu herói, só isso, sem excitações de adultos adúlteros carentes da sua eterna criança interior... (isso talvez seja o nosso amor!). O amor que faz nascer novos seres, e que não finge, não nos transforma em quadros pregados na parede da vida: aceitamos tudo, sem nos mover e modificar as situações...
Sem que precisemos de toques excessivos e sem emoção (TE AMO), não me toque, não fale, não pense... Olhe-me nos olhos, sem graça e com irônica vergonha, e me ame como uma criança a sua mãe.
O amor passa rápido demais, cansamo-nos dessa colorida brincadeira de criança... Precisamos agora do suor, dos corpos nus colados e em fricção, somos apenas um; animais selvagens que tem sede de contado, grudados um no outro...
Isso é o desespero de calar o contato, calar o amor que um dia existiu, e agora pertence às boas lembranças ao lado da inocência (já perdida) da criança...
Amamos-nos feitos dois pagãos... Sonhei demais... Te quis demais... De tudo restou-me o vazio do mundo, sozinha e sem minha inocência de criança.

(um dia, cheia de certeza e segurança hei de abraçar-te e dizer-lhe tudo isso ao pé do ouvido...)


quarta-feira, 17 de dezembro de 2008


Eu sei é um doce te amar... O amargo é querer-te pra mim!

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

QUERO ENGOLIR SEUS OLHOS

...Olhos de ressaca sorrindo, têm você...
olhos que me seduzem, mesmo quando me provocam (falso) ódio; como podes me ter nas mãos com apenas um olhar de dois olhos risonhos e falantes: que me chamam o tempo todo pra junto de si???
na verdade, eu me deixo seduzir... árduo seria o trabalho de resistir, vão, eloquente e sem sentido!
não falemos aqui de amor, ou de qualquer outra coisa que provoque palpitações suspeitas... falemos apenas de seus olhos!
ah! como me dissolvo por seus olhos!
não tem a profundidade dos amantes... tem o sossego cheio de fogo dos temporariamente ingênuos (ah quando em ti despertar as vontates voluptuosas...) que vontade dos desejos explicáveis que sentia... mas como explicar o desejo por um menino com olhos de um sedutor que fecunda seu corpo em fêmeas lúgubres de desejos?!
julga o amor inexplicável? isso pensas meu caro, p0rque nunca teve o amor bordado ás carreiras pelo desejo da carne; a saliva quente que dissolve os sonetos decorados despejados pela boca na curva sinuosa da tua cintura, já cheia de arrepios provocados pela língua carregada de apimentado elixir do desejo!
ah seus olhos! como são belos e carregados, esses olhos cor de tempestade de terra queimada...
quero engolir seus olhos com um BEIJO ETERNO... e assim, fazer dos seus olhos as janelas de minh'alma!


segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

CASA PRÉ-FABRICADA

Abre os teus armários eu estou a te esperar
Para ver deitar o sol sobre os teus braços castos
Cobre a culpa vã ... até amanhã eu vou ficar
E fazer do teu sorriso um abrigo.
Canta que é no canto que eu vou chegar
Canta o teu encanto que é pra me encantar
Canta para mim, qualquer coisa assim sobre você
Que explique a minha paz, tristeza nunca mais
Mais vale o meu pranto que esse canto em solidão
Nesta espera o mundo gira em linhas tortas
Abre essa janela, primavera quer entrar
Pra fazer da nossa voz uma só nota.
Canto que é de canto que eu vou chegar
Canto e toco um tanto que é pra te encantar
Canto para mim qualquer coisa assim sobre você
Que explique a minha paz. Tristeza nunca mais.

LOS HERMANOS

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

...

É sobre um não saber completamente incerto...
Uma vida cheia de tropeços e baques o tempo todo...
Parem o mundo que eu quero descer...
Quero voltar pros meus desenhos, onde o papel permite minhas preciptações...
Porque na arte tudo é permitido, não existe certo ou errado; no mínimo se torna abstrato!
...

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

EU TE AMO

Ah, se já perdemos a noção da hora
Se juntos já jogamos tudo fora
Me conta agora como hei de partir

Se, ao te conhecer, dei pra sonhar, fiz tantos desvarios

Rompi com o mundo, queimei meus navios

Me diz pra onde é que inda posso ir

Se nós, nas travessuras das noites eternas

Já confundimos tanto as nossas pernas

Diz com que pernas eu devo seguir

Se entornaste a nossa sorte pelo chão

Se na bagunça do teu coração

Meu sangue errou de veia e se perdeu

Como, se na desordem do armário embutido

Meu paletó enlaça o teu vestido

E o meu sapato inda pisa no teu

Como, se nos amamos feito dois pagãos

Teus seios inda estão nas minhas mãos

Me explica com que cara eu vou sair

Não, acho que estás se fazendo de tonta

Te dei meus olhos pra tomares conta

Agora conta como hei de partir...


(Chico Buarque)